Vendas de imóveis atingem maior patamar em 10 anos em 2024, diz Abrainc

As vendas de novos imóveis subiram 11,8% em 2024, para 186,5 mil unidades, o maior volume já registrado pela série histórica da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) desde 2014, afirmou a entidade nesta terça-feira (11). Já o volume total de imóveis residenciais lançado em 2024 aumentou 21,9%, para 150,2 mil unidades, segundo os dados da Abrainc. Dentro do MCMV, o volume de lançamentos e vendas de imóveis cresceu, respectivamente, 25,2% e 13,1% no ano passado, dada à “boa formatação do programa”, disse a Abrainc em comunicado à imprensa. Nos segmentos de médio e alto padrões, os lançamentos subiram 21,4% em 2024, enquanto as vendas tiveram variação levemente positiva de 1,3%. A Abrainc também destacou queda na duração da oferta de imóveis – período médio para acabar o estoque, com a do segmento de médio e alto padrões chegando a 13 meses em dezembro de 2024, de 18,4 em 2023 e 18,2 meses em 2022. Já no segmento MCMV, o período médio para acabar o estoque caiu para 9,8 meses no último mês do ano passado, de 11,5 em 2023 e 11,7 em 2022. O levantamento é realizado com 20 empresas associadas à entidade em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Belém ganha 1.008 novas moradias do Minha Casa, Minha Vida

Belém (PA) – Uma grande festa marcou a inauguração do residencial Viver Outeiro, em Belém do Pará, na tarde desta quinta-feira (13). As 1.008 famílias que vão residir no mais novo empreendimento entregue por meio do programa Minha Casa, Minha Vida receberam as chaves de seus apartamentos das mãos do ministro das Cidades, Jader Filho, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A beneficiária Bárbara Pestana (na foto ao lado do filho) recebeu das mãos do presidente Lula e do ministro Jader Filho as chaves do seu novo apartamento. “Eu me sinto realizada, porque temos um presidente que enxerga a nossa realidade e se importa com a vida das pessoas que mais precisam. Também sou grata pelo ministro Jader Filho, que é um paraense como nós, que trabalha e se dedica pelo povo do seu estado. Esse é o momento mais feliz da minha vida”, disse Bárbara. Características do Viver Outeiro O residencial, contratado em 2014, teve as obras paralisadas em setembro de 2021. Em fevereiro de 2023, sob a gestão de Jader Filho no Ministério das Cidades, o projeto recebeu suplementação de R$ 30 milhões em recursos federais para que a construção fosse retomada, o que ocorreu em março de 2023. O investimento total para realizar a conclusão das 1.008 moradias do Viver Outeiro foi de R$ 97,2 milhões, entre recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e contrapartida do município de Belém. A estimativa é de que mais de quatro mil pessoas passem a morar no residencial. O empreendimento é composto por apartamentos de 43,85 m², dispostos em 63 blocos de prédios de quatro andares, com quatro apartamentos por andar. Cada prédio possui unidades consumidoras de energia elétrica e hidrômetros individuais por apartamento, assim como sinalização de emergência obrigatória, extintores de incêndio em cada andar e interfones instalados. O residencial dispõe de duas grandes áreas de lazer e convivência, equipadas com brinquedos em parque infantil, equipamentos para prática de exercícios físicos, quadra poliesportiva, centros comunitários e espaços para estacionamento de veículos. Há, ainda, uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e uma Estação de Tratamento de Água (ETA), que vão trazer saneamento básico de qualidade para todos os beneficiários do Viver Outeiro. Além disso, operadoras de internet via fibra ótica já realizaram o cabeamento prévio nos postes do empreendimento, facilitando a contratação do serviço por parte dos moradores. O local onde o residencial foi construído está situado em uma das zonas de expansão de Belém e conta com unidades escolares, posto de saúde e posto de segurança pública na região, assim como o acesso ao transporte público que atende o Distrito de Outeiro, com possibilidade de integração no Sistema BRT Belém.
Preço do aluguel sobe mais que inflação, diz estudo

Preço do aluguel sobe mais que inflação no primeiro bimestre, diz estudo Fevereiro marca terceiro mês seguido de aceleração nos preços, indica Índice FipeZAP de Locação Residencial Os preços dos aluguéis residenciais acumularam alta de 2,04% no primeiro bimestre deste ano, de acordo com dados do Índice FipeZAP de Locação Residencial. Esse número foi maior que a inflação oficial observada no mesmo período. Nos dois primeiros meses de 2025, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve avanço de 1,47%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação no valor da locação foi vista em 34 das 35 cidades monitoradas pela pesquisa, que acompanha o preço médio em anúncios na internet. Já em fevereiro, o levantamento registrou elevação de 1,07% no aluguel residencial, nova aceleração em relação às variações de dezembro e janeiro, que avançaram 0,93% e 0,96%, respectivamente. Os imóveis que possuem quatro ou mais dormitórios apresentaram valorização de 1,58%, em contraste com avanço de 1,02% das unidades com um dormitório. Em média, o preço do aluguel foi de R$ 47,47/m² no país. A economista do DataZAP, Paula Reis, justificou a nova aceleração no mês de fevereiro com a alta demanda e baixa oferta de imóveis. Apesar da alta mês a mês, o histórico mostra perda de força ante os anos anteriores. “As variações mensais observadas em 2025 são inferiores às verificadas nos mesmos meses de 2024, 2023 e 2022, o que nos indica, até o momento, a continuidade da desaceleração do reajuste do preço dos aluguéis”, pontuou. Entre as localidades, a cidade de São Paulo liderou a pesquisa como a mais cara, a R$ 59,19/m², seguida por Recife (PE) e Belém (PA). Para o ano, a economista do DataZAP cita que a performance do mercado de vendas, que deve perder força com a elevação do custo de crédito associado ao aumento da Selic e da redução dos recursos da poupança, deve pressionar para cima o preço de aluguéis. Segundo ela, esse fator pode impulsionar o mercado de locação, já que muitas famílias, ao adiarem a compra de imóveis, podem optar pelo aluguel.