Imóveis de luxo superam juros altos e aquecem o mercado imobiliário.

Os imóveis de alto padrão aparecem no centro das atenções do mercado imobiliário em 2025. Menos sensível a incertezas econômicas, o segmento deve atravessar ileso o cenário marcado pelo elevado patamar dos juros, a restrição de acesso ao crédito e a fuga da poupança. Os imóveis de alto padrão aparecem no centro das atenções do mercado imobiliário em 2025. Menos sensível a incertezas econômicas, o segmento deve atravessar ileso o cenário marcado pelo elevado patamar dos juros, a restrição de acesso ao crédito e a fuga da poupança. Avanços foram verificados em todas as regiões. O principal destaque entre os apartamentos ficou por conta do aumento de 27,5% de visualizações de apartamentos no Nordeste. Alta semelhante foi verificada na busca por casas na região Norte (27,4%). “O segmento de luxo é um dos que devem se beneficiar de uma economia mais aquecida”, diz Marcos Leite, CRO do Grupo OLX. Cenário é diferente para o segmento econômico. Na contramão do otimismo apresentado para os imóveis de alto e altíssimo padrão, a procura por casas de até R$ 350 mil caiu 10,3% em janeiro, resultado puxado pela região Nordeste (-14,5%). Já entre os apartamentos, houve um pequeno aumento de 3,5% nas pesquisas. Alta renda é menos sensível a variáveis econômicas. O resultado é justificado pela baixa necessidade da categoria de recorrer a financiamentos. “Tudo o que é lançado [para a alta renda] acaba vendido. Os imóveis ao lado do Jockey Club têm fila de espera para serem comprados”, ressalta Marcelo Tapai, advogado especialista em mercado imobiliário. Taxa Selic é entrave para compra da casa própria. A permanência do juro básico acima dos dois dígitos, sem perspectiva de quedas ou estabilidade, torna o crédito mais caro e difícil para a aquisição de bens. A taxa, atualmente em 13,25% ao ano, é utilizada para balizar todas as operações de financiamento no Brasil. Fonte: Uol Economia
Tendências do Mercado Imobiliário em 2025.

O cenário econômico para 2025 pode trazer dificuldades, mas também grandes oportunidades para o mercado imobiliário, a depender do segmento, dos objetivos e da posição do investidor. Uma pesquisa da consultoria Deloitte, por exemplo, apontou otimismo do setor imobiliário como um todo, puxado pelo Minha Casa, Minha Vida. Para o segmento de médio e alto padrão, a perspectiva é neutra. Abaixo, listamos como fatores macroeconômicos podem impactar a decisão de investir no mercado imobiliário. Financiamento deve ficar mais difícil em 2025, mas pode ser oportunidade Uma tendência para o mercado imobiliário em 2025 é a dificuldade em relação ao financiamento. Por um lado, 2025 se inicia com uma perspectiva de alta dos juros, que já estão elevados. O primeiro Boletim Focus de 2024, por exemplo, prevê a taxa Selic, hoje em 12,25% ao ano, em 15% ao fim de dezembro. Como a Selic baliza todo o mercado de crédito nacional, sua subida deve pressionar também as taxas de financiamento imobiliário. Por outro lado, a diminuição dos dinheiro guardado na poupança também está restringindo o dinheiro que pode ser ofertado no crédito imobiliário. A própria Caixa, por exemplo, aumentou as exigências para financiar imóveis, aumentando o percentual de entrada exigido. Toda essa dificuldade de crédito acaba desestimulando o mercado imobiliário, especialmente o de usados, que não tem tantos subsídios do governo. Por um lado, isso dificulta a venda, especialmente para a classe média, que depende mais do financiamento bancário tradicional. Contudo, favorece o investidor que possui dinheiro em caixa e pode comprar imóveis por preços mais baratos do que o habitual. Imóveis são alternativa para preservar o capital em 2025 Apesar das dificuldades de financiamento, o cenário econômico pode posicionar os imóveis como meio de preservação do patrimônio para investidores. Com as dificuldades do governo em fazer o tão aclamado ajuste fiscal, o dólar e a inflação podem viver um 2025 de alta. Nesse cenário, muitos investidores podem optar por colocar seu patrimônio em ativos reais, que não se desvalorizam com as flutuações financeiras. No Brasil, os imóveis são um exemplo clássico dessa categoria. Assim, pode ser uma boa escolha para perfis mais conservadores aumentar a fatia imobilizada do patrimônio, sem comprometer a liquidez.
Vendas de imóveis atingem maior patamar em 10 anos em 2024, diz Abrainc

As vendas de novos imóveis subiram 11,8% em 2024, para 186,5 mil unidades, o maior volume já registrado pela série histórica da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) desde 2014, afirmou a entidade nesta terça-feira (11). Já o volume total de imóveis residenciais lançado em 2024 aumentou 21,9%, para 150,2 mil unidades, segundo os dados da Abrainc. Dentro do MCMV, o volume de lançamentos e vendas de imóveis cresceu, respectivamente, 25,2% e 13,1% no ano passado, dada à “boa formatação do programa”, disse a Abrainc em comunicado à imprensa. Nos segmentos de médio e alto padrões, os lançamentos subiram 21,4% em 2024, enquanto as vendas tiveram variação levemente positiva de 1,3%. A Abrainc também destacou queda na duração da oferta de imóveis – período médio para acabar o estoque, com a do segmento de médio e alto padrões chegando a 13 meses em dezembro de 2024, de 18,4 em 2023 e 18,2 meses em 2022. Já no segmento MCMV, o período médio para acabar o estoque caiu para 9,8 meses no último mês do ano passado, de 11,5 em 2023 e 11,7 em 2022. O levantamento é realizado com 20 empresas associadas à entidade em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Belém ganha 1.008 novas moradias do Minha Casa, Minha Vida

Belém (PA) – Uma grande festa marcou a inauguração do residencial Viver Outeiro, em Belém do Pará, na tarde desta quinta-feira (13). As 1.008 famílias que vão residir no mais novo empreendimento entregue por meio do programa Minha Casa, Minha Vida receberam as chaves de seus apartamentos das mãos do ministro das Cidades, Jader Filho, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A beneficiária Bárbara Pestana (na foto ao lado do filho) recebeu das mãos do presidente Lula e do ministro Jader Filho as chaves do seu novo apartamento. “Eu me sinto realizada, porque temos um presidente que enxerga a nossa realidade e se importa com a vida das pessoas que mais precisam. Também sou grata pelo ministro Jader Filho, que é um paraense como nós, que trabalha e se dedica pelo povo do seu estado. Esse é o momento mais feliz da minha vida”, disse Bárbara. Características do Viver Outeiro O residencial, contratado em 2014, teve as obras paralisadas em setembro de 2021. Em fevereiro de 2023, sob a gestão de Jader Filho no Ministério das Cidades, o projeto recebeu suplementação de R$ 30 milhões em recursos federais para que a construção fosse retomada, o que ocorreu em março de 2023. O investimento total para realizar a conclusão das 1.008 moradias do Viver Outeiro foi de R$ 97,2 milhões, entre recursos do FAR (Fundo de Arrendamento Residencial) e contrapartida do município de Belém. A estimativa é de que mais de quatro mil pessoas passem a morar no residencial. O empreendimento é composto por apartamentos de 43,85 m², dispostos em 63 blocos de prédios de quatro andares, com quatro apartamentos por andar. Cada prédio possui unidades consumidoras de energia elétrica e hidrômetros individuais por apartamento, assim como sinalização de emergência obrigatória, extintores de incêndio em cada andar e interfones instalados. O residencial dispõe de duas grandes áreas de lazer e convivência, equipadas com brinquedos em parque infantil, equipamentos para prática de exercícios físicos, quadra poliesportiva, centros comunitários e espaços para estacionamento de veículos. Há, ainda, uma Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) e uma Estação de Tratamento de Água (ETA), que vão trazer saneamento básico de qualidade para todos os beneficiários do Viver Outeiro. Além disso, operadoras de internet via fibra ótica já realizaram o cabeamento prévio nos postes do empreendimento, facilitando a contratação do serviço por parte dos moradores. O local onde o residencial foi construído está situado em uma das zonas de expansão de Belém e conta com unidades escolares, posto de saúde e posto de segurança pública na região, assim como o acesso ao transporte público que atende o Distrito de Outeiro, com possibilidade de integração no Sistema BRT Belém.
Preço do aluguel sobe mais que inflação, diz estudo

Preço do aluguel sobe mais que inflação no primeiro bimestre, diz estudo Fevereiro marca terceiro mês seguido de aceleração nos preços, indica Índice FipeZAP de Locação Residencial Os preços dos aluguéis residenciais acumularam alta de 2,04% no primeiro bimestre deste ano, de acordo com dados do Índice FipeZAP de Locação Residencial. Esse número foi maior que a inflação oficial observada no mesmo período. Nos dois primeiros meses de 2025, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve avanço de 1,47%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação no valor da locação foi vista em 34 das 35 cidades monitoradas pela pesquisa, que acompanha o preço médio em anúncios na internet. Já em fevereiro, o levantamento registrou elevação de 1,07% no aluguel residencial, nova aceleração em relação às variações de dezembro e janeiro, que avançaram 0,93% e 0,96%, respectivamente. Os imóveis que possuem quatro ou mais dormitórios apresentaram valorização de 1,58%, em contraste com avanço de 1,02% das unidades com um dormitório. Em média, o preço do aluguel foi de R$ 47,47/m² no país. A economista do DataZAP, Paula Reis, justificou a nova aceleração no mês de fevereiro com a alta demanda e baixa oferta de imóveis. Apesar da alta mês a mês, o histórico mostra perda de força ante os anos anteriores. “As variações mensais observadas em 2025 são inferiores às verificadas nos mesmos meses de 2024, 2023 e 2022, o que nos indica, até o momento, a continuidade da desaceleração do reajuste do preço dos aluguéis”, pontuou. Entre as localidades, a cidade de São Paulo liderou a pesquisa como a mais cara, a R$ 59,19/m², seguida por Recife (PE) e Belém (PA). Para o ano, a economista do DataZAP cita que a performance do mercado de vendas, que deve perder força com a elevação do custo de crédito associado ao aumento da Selic e da redução dos recursos da poupança, deve pressionar para cima o preço de aluguéis. Segundo ela, esse fator pode impulsionar o mercado de locação, já que muitas famílias, ao adiarem a compra de imóveis, podem optar pelo aluguel.